para de planejar, começa a testar
o método pra usar quando se sabe o que fazer da vida
quando você quer mudar alguma coisa na vida, mas se sente confuso ou resistente, uma boa maneira de sair dessa nhaca é fazer pequenos experimentos.
funciona assim, você escreve a hipótese, o design dos seus experimentos, como se você fosse um cientista da sua própria vida, respondendo duas questões importantes:
_ o que você vai testar?
_ quanto tempo demora o experimento?
eu vou ___ por ___ horas / dias / semanas.
exemplos:
“eu vou passar fio dental todas as noites por uma semana.”
“eu vou visitar minha avó aos domingos por três semanas.”
“eu vou escrever e postar uma newsletter pela manhã por 10 dias” (estou realmente fazendo isso agora rs)
“eu vou fazer 10 ligações para prospectar clientes por dia, durante duas semanas”
PACT
pra te ajudar a responder esse porquê e quando, aqui vai um pequeno protocolo / acrônimo para de ajudar:
P _ Purpose (Propósito)
deixe a curiosidade te guiar, não precisa ser um propósito de vida, mas algo que você tem interesse nesse momento agora.
A _ Action (Ação)
escolha algo que você pode experimentar agora mesmo, com os recursos e tempo que tem.
C_ Continuity (Continuidade)
algo que dê pra fazer repetidas vezes, se você só fizer uma vez, fica difícil dizer se gosta.
T _ Track (Monitorar)
mantenha simples: você fez hoje? sim ou não?
esse passo a passo foi criado pela neurocientista Anne-Laure Le Cunff.
tenho acompanhado o blog dela (ness labs) há alguns anos e recentemente, depois que terminou o mestrado em neurociência aplicada, ela lançou esse livro “tiny experiments: como viver livre em um mundo obcecado por metas”.
ela defende que o tempo e aprendizado não são lineares e a vida é mais uma sequência de pequenos experimentos que se iteram, do que um bloco em que a gente é uma coisa só por 20 anos. aqui uma palestrinha da gata:
refletir sobre os resultados
a parte mais importante da ideia toda de um pequeno experimento, é o fim:
tudo que deu bom
o que não deu bom
o que você quer tentaria no próximo? o que vai mudar e onde?
refletir honestamente sobre como você se sentiu e quais foram os efeitos.
por isso a ideia é fazer “a coisa” mais de 2-3 vezes, pelo menos, e manter o experimento até o fim. para coletar mais dados, ver como se sente em dias quentes, frios, com funcionalidade quando tudo está a seu favor ou tudo contra…
a vida tem seus altos e baixos, né.
pode ter dias que você gosta e outros que você não gosta, dias em que você tem mais facilidade e outros mais dificuldade, claro, é algo novo.
você vai querer desistir
a gente tem um mecanismo natural de sobrevivência, um controle de compensação, que tenta trazer a gente de volta pra “ordem”, no controle.
a “ordem” são as coisas como a gente já conhece e onde nosso corpo-mente sabe operar e agir.
então quando a gente sai muito disso sentidos medo, começamos a pensar demais e racionalizar como escapar da novidade o mais rápido possível, mesmo que ela seja uma coisa boa.
não desista no meio.
só quando terminar colete os dados, reflita e faça uma decisão no fim.
algum outro dia vou trazer os experimentos que fiz nos últimos anos.
senti que agora em 2025, depois de ler esse novo livro da anne e aplicando esse método mais redondinho, alguns experimentos trouxeram reflexões mais interessantes (apesar de sentir que estou em um momento de vida meio caótico internamente rs)
um abraço da mica,
té mais!


ps.: ontem comi essa sobremesa e tava pensando…
milhares de pessoas quando olham pra essa sobremesa sentem um carinho e um conforto, é uma comidinha da infância delas ou algo que a avó preparava, talvez! e eu não consigo parar de pensar que parece algo meio alienígena hah essa mistura de cores, formas e texturas. 👽
porém, é muito gostosinha sim e refrescante com esses gelos no meio (:

