faça o que você não faria
pequenos experimentos
se você ta doida pra mudar alguma coisa na vida, me responde:
vc usa a unha vermelha longa, ou curtinha sem pintar?
(homens usem algum paralelo que faça sentido)
e se você aparecer por aí com a unha o total oposto da sua zona de conforto, fica com vergonha só de pensar o que vão falar? se sua personalidade ta tão fixa nas coisas mais pequenas, imagina nas grandes.
fazer o que você não faria, uma única vez, e bancar o personagem, é um bom exercício pra começar a se ver de outras formas e dar esse espaço pros outros ao seu redor também, preparar eles pra confiar em você, nas suas boas intenções, mesmo “diferente”.
nessa linha, na neurociência tem um lance chamado princípio de dissonância cognitiva, quando seu comportamento está em contraste com sua autoimagem, o cérebro tende a alinhar os dois.
ao sustentar uma “nova versão de si” (mesmo que pequena), a mente começa a acomodar narrativas mais flexíveis de quem você pode ser.
geralmente não faço a unha, deixo curtinha porque acho mais prático, sustentável, higiênico e barato.
também porque pratico escalada 🧗♀️
porém, há mais de mês quebrei o dedinho do pé e como a sapatilha pra escalar aperta muito, tive que dar uma parada no esporte. foi quando percebi que poderia usar unhas maiores pra praticar:
“mudar algo em mim que me lembrasse que quero mudar outra coisa maior”
pequenos desconfortos: desde o processo de ir numa manicure até olhar pros meus dedos coloridos digitando é um lembrete constante.
essa semana fui além
como fiz uma pequena cirurgia (estética, ta tudo bem) e vou ver ainda menos pessoas pessoalmente, me arrisquei colocar uma longa extensão e pintar com brilhinhos rs fora disso, escândalo, quando meu pai perguntou o que eu tava fazendo, respondi
tô na manicure 🗣️




Digita com as pontas, amiga.. e você ainda pode usar de hashi! (Brincadeira)
Tudo que tá vivo é mutável. Se até um vírus muda, por que não vamos aceitar mudanças?
Gostei bastante do ponto de vista da neurociência, mudar algo menor para criar coragem para mudar algo maior. E permitir aos outros - e a si - a se enxergar por outra perspectiva, saindo da caixa, da zona de conforto, e evoluindo. Mesmo que seja através de algo simples, como unhas.