quinzecoisa edição japão
quinzecoisa que curti essa semana - inclui livros sombrios e rituais estranhos
oiê!
não sei se foram os três meses offline ou os três meses offline no japão, mas acho que a experiência do silêncio e isolamento me transformou por completo e já quero voltar rs vamos ás referências da semana, toda na temática nipônica 🍙🎏
de ler
Algumas histórias que me marcaram há uns anos atrás e com certeza pavimentaram o caminho da curiosidade de ir ao Japão, porque o comportamento das pessoas é tão diferente do que eu consideraria adequado em cada peça de arte dessas…
OUT, da Natsuo Kirino: nos subúrbios de Tokyo, algumas mulheres que trabalham em uma fábrica de fazer sanduíche se unem pra acobertar uma delas em um crime.
Tokyo Proibida: A história real de um Gaijin que entra pro ‘New York Times’ de Tokyo como estagiário e um dos jobs de corno que dão pra ele acaba virando uma investigação jornalística no sinistro submundo de Tokyo e Yakuza (o livro até virou série mais recentemente, mas nunca vi. o livro é ótimo)
Hotel Íris, da Yōko Ogawa: se esse livro fosse escrito por um homem não recomendaria, ele é meio TABU, conta a história de uma menina novinha que se envolve com um senhor excêntrico…
A graphic novel O homem que caminha passa a paz de deus que é caminhar em qualquer lugar na terra do sol nascente. é só isso mesmo, um cara caminhando em silêncio.
Kimshu, de Teru Miyamoto: já pensou escrever uma carta para um amor de 10 anos atrás?
Murakami: pegue qualquer obra e seja feliz kk meu livro preferido do mestre é After Dark, tem o surrealismo esquisito e meio sexual característico dele, mas especialmente nesse livro, lembro de sentir como se estivesse numa câmera no cangote dos personagens de tão bem descrito que tudo é.
de assistir
o curta ABYSS é absurdamente sinistro e ainda tô aqui processando se é porquê é japonês ou porque é japones & genZ vibes.
sobre filmes, o diretor japonês imperdível e clássico é o kurosawa, não que tenha visto todas seus filmes, mas vi alguns e meu preferido é Yojimbo, o samurai sem mestre.
a confort série midnight dinner: bate meia noite, a cidade da uma baixada na energia, mas esse cara abre o restaurante dele pros seus clientes e pra gente ouvir os causos de cada pessoinha que frequenta o balcão 🥲 tudo faz mais sentido ainda agora que fui em lugares parecidos em Tokyo, inclusive o fato dele preparar qualquer comidinha que as pessoas pedem madrugada a dentro.
conta pra gente se você já viu alguma dessas artes ou quais são suas peças nipônicas preferidas:
na real queria bater perna e espernear que não tem Midnight pra re-assistir online. é o curta mais irado que vi de super herói dos últimos tempos, juro.
para uma viagem antropológica, Guardians of the Harvest, entre o peculiar e o sinistro, essa comunidade faz diferentes rituais de sacrifícios de bambis a cada estação do ano (assisti lá num cineminha muito simpático em tokyo, o polepole ou porepore)
from Okinawa with love a maravilhosa história da fotógrafa Mao Ishikawa que eternizou as relações entre japonesas e soldados afro-americanos em Okinawa, explorando temas de amor, racismo e política durante a ocupação americana.
foi no teatro público do bairro alternativex low key de tokyo, o Za Koenji, que descobri uma nova obsessão de dança, meditação e arte… Butoh:
outras coisitas
definitivamente o vídeo que mais ouvi do my analog journal nos últimos anos foi esse set de jazz japonês dos anos 70. maravilhoso:
e não menos importante: Okonomiyaki. esse prato japonês tem uma rincha em diferentes regiões e, posso ser totalmente enviesada porque o primeiro que comi foi o de Hiroshima, mas o meu preferido é o de Hiroshima e não o de Osaka 🤭


na real, o primeiro Okonomiyaki que comi na vida. é isso…
na verdade queria falar mais sobre teatros que vi lá, trazer referências de design e fotografia também, mas vamos deixar pra outros posts. numa vibe meio a série midnight dinner, termino esse episódio de quinzecoisa com a receitas Okonomiyaki (gerada por gpt).
🥢 Okonomiyaki de Osaka (Kansai-style)
É o estilo mais conhecido fora do Japão.
Massa: feita com farinha, ovo, água/dashi e repolho picado misturados junto com os ingredientes (carne, frutos do mar, cebolinha, etc.).
Preparo: tudo é batido/misturado e depois grelhado como uma “panqueca” grossa.
Cobertura: molho okonomiyaki (adocicado e encorpado), maionese japonesa, alga nori em pó (aonori) e lascas de katsuobushi (peixe seco).
Textura: mais fofa e uniforme, lembra uma panqueca salgada robusta.
👉 Osaka é chamada de “a capital do okonomiyaki” porque esse estilo se espalhou pelo Japão inteiro.
🥢 Okonomiyaki de Hiroshima
Mais elaborado e “em camadas”.
Massa: a mistura de farinha e água é bem mais líquida, usada só como base fina na chapa (quase uma crêpe).
Montagem em camadas:
Base fina de massa.
Montanha de repolho cru.
Brotos de feijão, cebolinha e carne/ frutos do mar.
Macarrão (yakisoba ou udon, típico de Hiroshima).
Outro disco de massa por cima.
Preparo: tudo vai cozinhando em etapas, prensado, até formar uma torre.
Cobertura: molho okonomiyaki (um pouco mais líquido que o de Osaka), maionese e katsuobushi.
Textura: mais crosta embaixo, vegetal al dente e massa leve, lembrando um prato mais complexo e menos uniforme.
👉 Em Hiroshima, eles têm até orgulho de dizer que o okonomiyaki deles é “mais nutritivo” porque vai mais verdura e macarrão.
abraço amgs,
até mais (:




