quinzecoisa edição vietnam
quinzecoisa que curti essa semana
oiê!
como estamos? por aqui, todo dia ta batendo 32 graus na cidade de Ho Chi Minh..
a receitinha de café que tem ganhado meu coração ultimamente, água de coco com nuvem de café:
aluguei um apartamento que tem um toca disco & a dona deixou alguns vinis! não são os mais legais do mundo, ainda tenho que caçar/comprar uns mais bacanas, mas deixo aqui um gostinho pra vocês de vinil vietnamita:
é cheio de galerias de arte nos quarteirões ao redor da minha casa aqui em Saigon. esses dias fui ver a exposição da artista Loan Phuong, ‘road to the clouds’, composta principalmente por pinturas de mulheres em cenários oníricos, na natureza e com animais e tal. uma das marcas mais fortes do trabalho dela são os cabelos esvoaçante ou ornamentados:
se você der um zoom na imagem acima, vai ver que as flores são craqueladas, essa é uma tecnica tradicional vietnamita conhecida como Cẩn trứng (incrustação de ovo), que é parte fundamental da arte de laca mais ampla, o Sơn mài. o efeito fica muito interessante. (link)
mas sou uma pessoa simples, não entendo de arte, se você bota animaizinhos no cabelo de uma moça, põe umas nuvens com transparência e faz uma sequenciazinha, já estou feliz. essa foi minha obra preferida da artista:
das coincidências da vida, esses dias tava num ‘Uber’ (Grab) e o motorista tava ouvindo viet-techno, um tipo de techno que, sinceramente, difícil apreciar… mas dessa vez, pela primeira vez, curti o som! então dei um Shazan pra descobrir a música e, pra minha surpresa, a coisa mais improvável: o artista tinha nome vietnamita, mas todas as músicas tinham nome em português! segue o álbum ‘Favela Drift’ de Lưu Xuân Nghiệp - link.
por falar em Brasil, olha o que encontrei no shopping outro dia, não sabia que tinha loja de havaianas até no Vietnam:
ainda sobre Brasil, antes de se tornar o líder da independência do colonialismo francês no Vietnã & na Guerra do Vietnã contra os Estados Unidos, Ho Chi Minh viajou pelo mundo e passou pelo Rio de Janeiro (!) por volta de 1912 e participou movimentos sindicais! (link) (link)
esses dias andando pelas ruas de um bairro nada turístico, encontrei ‘escondido’ um monumento-presente da Venezuela pro Vietnam! a história é ótima: em 1964, Nguyễn Văn Trỗi tentou assassinar o secretário de defesa dos Estados Unidos, mas foi pego. nisso, a FALN (Forças Armadas de Libertação Nacional) lá da Venezuela decidiu agir em solidariedade e sequestraram um coronel da Força Aérea dos EUA em Caracas. exigiram publicamente a libertação de Trỗi no Vietnã em troca da vida do americano. a troca falhou, Trỗi foi executado, mas foi uma super prova de que os governos de esquerda eram a “irmãos na luta de libertação”
acho tão bonitinhos os biscoitos tradicionais por aqui, tipo os nossos ‘biscoito de polvinho’, sabe? não tem um gosto super especial, mas é algo popular:


na real, sempre fico surpresa com os formatos e texturas das comidas no geral. por exemplo, tem um rolinho chamado Bì Cuốn, que é feito de pele de porco desfiada, mas outro dia pedi num restaurante vegano a versão feita de tofu… e não é que ainda assim o negócio veio com cara de qualquer coisa, menos tofu?! o molho, se você quiser procurar, é Nước Chấm.
aqui em Ho Chi Minh, as fachadas dos prédios são super estreitas, legado do período colonial francês. naquela época o imposto sobre a propriedade (tipo IPTU) era cobrado com base na largura da fachada voltada para a rua, a solução para economizar foi construir as ‘tube houses’: super estreitas, mas muito profundas e com vários andares.
se você tem curiosidade sobre o vietnam atual, bem ritmo frenético e colorido genZ, o filme Money Kisses mostra algumas questões de classe, relações entre gêneros e até especulação imobiliária. (link)
já pra quem é de livro, ainda não terminei esse, mas já da pra recomendar “on earth we’re briefly gorgeous”, uma história complexa entre mãe e filho que explora heranças comportamentais familiares, bom pra entender até mesmo sutis nuances culturais. (link)
um fato curioso sobre o idioma vietnamita é que eles não falam o final das palavras, dão mais ênfase a primeira sílaba, o que torna ensinar inglês pra eles o total oposto de ensinar pra nós, brasileiros. pra eles é preciso enfatizar a pronúncia de um t ou d no final, já pra gente é preciso dizer “‘standard não é standardiii, é com o ‘d mudo’, standard” haha já eles aqui falariam: STAN mais alto, “da” mais baixo e “rd” quase não existente…
é isso!
o quinzecoisa dessa semana foi mais conhecimentos gerais do que dicas, talvez? aqui um anterior com mais dicas, se você ainda não leu:
beijo da mica (:











O favela drifft nao abriu aqui, mas to indo curioso no spotify
Adorei o "mas sou uma pessoa simples, não entendo de arte" haha. Me identifiquei.