ser nômade e caseira ao mesmo tempo
rotinas, cafés e vizinhos em dez cidades diferentes
📍Seoul, Coreia 🇰🇷
tô tomando café da manhã e escrevendo “páginas matinais”.
acordei cedo e vou ficar o dia inteiro em casa, ta uma chuvinha boa lá fora…
sou muito caseira, só que, há um ano e meio virei nômade e essa “casa” já foi em dez cidades diferentes.
pois é, não é só quem gosta de rolê que gosta de viajar!
vidas caseiras importam!
carrego comigo uma regra simples: 80% da semana segue igual onde quer que eu esteja; os outros 20% ficam para o inesperado.
meu estilo de vida nômade não é o mesmo das pessoas que vão em todos os rolês instagramáveis. aliás, depois de sete países diferentes, eu nem sei minha “melhor pose” pra foto rs ainda saio besta assim:


pra gente que é caseiro, ser um “cidadão global” é um pouco diferente, até sair da toca rola umas dúvidas tipo quero viver diferentes culturas, mas pra que viajar se é pra ficar em casa?
mas conheci muito nômade caseiro por aí, acredite se quiser. tipo, domingo é dia de preparar comida, lavar roupa, planejar a semana… cheios de rotininhas e manias, como eu rs
nada de maratonar atrações, provar todos os pratos típicos (o estômago agradece) ou aceitar todos os convites de passeio (minha boa noite de sono, então, nem se fala).
não conheço nem todos os cantos nem da minha própria cidade natal, por que me desesperar pra conhecer tudo num lugar completamente novo?! rs
já é suficientemente legal ter a oportunidade de, se sair fora de casa, ser tudo diferente, mas não preciso sair de rolê todo dia não rs
isso me mantém mais segura nas finanças, na saúde e nas relações tanto quanto se estivesse morando na mesma cidade sempre.
no geral, uma vida de bairro
nos três meses Vietnã, vivi bem normalzinha, quase exatamente tendo a rotina que tinha em moema: ia pra academia de escalada e pra aula de dança, a pé, pertinho de casa, cozinhava pra semana, ficava de bobeira em casa, conheci vizinhos legais e ia com eles trabalhar juntos em cafés, comer comida de rua...









aliás uma amiga que fiz lá, a marie, tem uma newsletter e um post sobre nossa vidinha de co-living, aqui o link e outras observações de ser nômade. ela viaja com o filho dela!
foi uma vida rotineira, com pessoas acolhedoras e um trânsito caótico rs tudo por menos de 4mil reais por mês e conhecendo uma cultura da qual não sabia nada, nadinha até então.
no japão foi similar, morar dois meses em kyoto, andando de bike pra lá e pra cá, escalando, fazendo trilha, yoga… foi mágico. vou trazer um post todo sobre japão.
já aqui em Seoul, onde estou agora, tenho feito um “lock in”, ou seja, me trancafiei num apartamento pra poder focar em uns projetos que demandam mais trabalho.
sai só quatro vezes desde que cheguei, mas deu pra conhecer alguns vizinhos e ta sendo bom (: gasto de aluguel quase a mesma coisa que um custo mensal inteiro no vietnam, porém…
tenho academia , coworking, studio e até café ilimitado incluído no aluguel & moro do lado de um parque linear:
daqui volto ao vietnam pra rever umas pessoas, e assim vamos, alternando um cotidiano mais saideira, outro mais focada, um mais caro, outro mais barato.
se eu tivesse outro trabalho, talvez vivesse mais pulando de cidade em cidade. conheci algumas pessoas que tem vidas bem tranquilas mesmo morando em hostels baratos e trocando constantemente de localidade.
talvez eu tire umas férias e faça isso por um ou dois meses no ano que vem pra testar, tentar manter treino e estudos, mesmo mudando mais rápido e ficando em lugares menos “cara de casa”… quem sabe!
adiar gratificações e pensar no longo prazo é essencial pra quem quer ser nômade. “aproveitar ao máximo” não é exatamente viver na correria turística, mas criar uma dinâmica que funcione pra explorar & manter saúde mental e física pra continuar fazendo isso por longos períodos…
com conforto, conexões mais profundas, observação do dia a dia nas pequenas coisas diferentes de cada lugar… mas também espaço pra surpresas e experiências curtas-intensas-intagramáveis!
afinal a ideia toda de viajar é admirar o quão diverso esse mundão é
e ele existe em diferentes intensidades ✨
um beijo da Mica,
até mais ✨







Como é bom te ouvir, perceber o quanto você vem aprendendo e se desenvolvendo. Gosto das suas estratégias pra ser fiel a si mesma enquanto vive seus sonhos.
oi, mica! tudo bem?
há 1 ano não trabalho mais presencialmente, porém, ainda moro em sp capital. fico pensando: o que me prende aqui? acho que estou presa ao fato de não pagar aluguel, mas pago condomínio (800 reais) e, o custo de vida aqui é muito caro.
refleti que eu não compraria várias peças de roupa que compro se eu não estivesse em sp.
enfim, gostaria de partir (junto com o meu namorido) pra uma cidade com o custo de vida baixo, mas com alto valor cultural agregado, por enquanto no Brasil. recomendaria algum lugar?
obrigada! adoro seus textos :)