você não precisa de um plano de 10 anos
um jeito mais interessante de
O problema dos planos tradicionais é que eles criam uma mentalidade linear que não condiz com a realidade e nos fazem perseguir “destinos finais” que não existem.
Além disso, geralmente eles são lastreados na contagem do tempo.
Como se contar o tempo já fosse um feito em si, por exemplo:
_ manter um casamento por 50 anos
_ praticar tênis por 5 anos
_ ter um grupo de amigos por 30 anos
_ dizer “sou médico cirurgião com 10 anos de experiência”
mas quantos maus profissionais vemos por aí que podem atestar “anos de experiência”? também temos relações destrutivas de longa data e gente frustrada praticando certas atividades por anos sem nunca ver uma “evolução”.
Uma forma melhor de pensar metas é:
_ construir um relacionamento amoroso em que eu seja suporte familiar pro meu marido e ele também seja suporte familiar pra mim
_ participar das competições regionais de tênis da minha região, seja como competidora, assistindo com minhas amigas ou trabalhando na divulgação
_ desenvolver uma relação com minhas amigas em que a gente ache importante ser atenciosa e sincera em nossas conversas, mesmo quando a vida ta atribulada
_ salvar vidas como médica cirurgiã
esse segundo tipo de meta foca mais no processo do que no fim, requer que a gente esteja ativamente consciente do que esta rolando, alinhado com as intenções das pessoas ao nosso redor e por dentro das mudanças do mundo.
isso permite que a gente integre outras coisas no plano para enriquecer a experiência ao invés de achar que são distrações ou desvios de rota.
por exemplo, no caso da médica:
primeiro tipo de meta:
para ser uma “profissional com 10 anos de experiência” basta bater carteirinha no consultório, memorizar o básico e fazer a manutenção dos contatos.
sim, já é bastante. mas pode trazer dois embates:
gera uma resistência a novidades, a pessoa não quer integrar novidades ou experimentar coisas porque tem medo que isso afaste ela da continuidade, linearidade, tradicionalismo;
ou o total oposto, pra conseguir se manter um longo tempo na mesma posição a pessoa atropela tudo numa mentalidade “vou fazer isso custe o que custar”.
segundo tipo de meta:
para “salvar vidas” a cirurgiã pode buscar trabalhar em conjunto com outras profissionais, ser visitante em hospitais, se voluntariar, criar perfil nas redes sociais, dar aulas, continuar estudando…
o tempo não tem nada a ver com os méritos.
ainda requer constância, disciplina, e comprometimento, mas contar o tempo não é o fator principal.
essa abordagem parece trazer uma vida mais rica e dinâmica!
por hoje é isso,
um beijo da mica
até a próxima (:



